Dólar oscilou de R$ 4,97 a R$ 5,50 em outubro, mas a tabela em reais do eSIM de viagem não se mexeu, mostra índice diário
Índice VoaSim do eSIM acompanhou 37 dias de preços de cinco empresas em 40 destinos: o preço em reais da Holafly ficou parado com a queda do dólar em 5 de outubro e com a alta de 26 de outubro. A diferença sobre o próprio preço em dólar da empresa foi de 17,5% a 6,2% em três semanas.
Quem compra internet para viajar escolhe entre pagar em dólar, com IOF e câmbio da fatura, ou em reais, com o valor fechado na hora. O Índice VoaSim do eSIM, levantamento diário da VoaSim, empresa brasileira de eSIM de viagem, mostra que a segunda opção tem um detalhe pouco visível: a tabela em reais nem sempre acompanha o câmbio, nem para baixo nem para cima.
O índice coleta todos os dias, às 6h, os preços publicados nos sites de Airalo, Holafly, Nomad, America Chip e VoaSim para 40 destinos, converte os valores em dólar pela PTAX do Banco Central e soma o IOF quando a cobrança é em moeda estrangeira. Entre 25 de setembro e 1º de novembro de 2026 foram 37 dias de coleta.
Um mês de câmbio em zigue-zague
O dólar PTAX fechou 2 de outubro a R$ 5,22 e caiu para R$ 4,99 em 5 de outubro, queda de 4,6% em um pregão. Três semanas depois fez o caminho contrário: de R$ 5,04 em 23 de outubro para R$ 5,50 em 26 de outubro, alta de 9,2% em um dia. Fechou o mês a R$ 5,42.
Nesse período, a Holafly, que publica os preços para o Brasil em reais e também em dólar, manteve a mesma tabela em reais nos 37 dias. O plano de 10 dias para os Estados Unidos, por exemplo, custou R$ 212,90 em todas as coletas, enquanto o preço em dólar do mesmo plano, US$ 36,50, valia R$ 183,90 na cotação de 23 de outubro e R$ 197,90 na de 30 de outubro.
A única mudança registrada na tabela em reais da empresa foi em 8 de outubro: 100 dos 233 planos monitorados subiram entre 1,3% e 5,7% (média de 2,7%), três dias depois da queda do dólar.
O resultado é uma diferença que oscila com o câmbio: 12,4% acima do preço em dólar convertido no início da série, 17,5% após a queda do dólar (7 de outubro), 6,2% após a alta de 26 de outubro e 7,7% no fim do mês (de 4,3% a 10,8% conforme o plano). Na média dos 37 dias, 13,7%.
"Vender em reais é bom para o viajante: ele sabe quanto vai pagar e não leva susto na fatura. O que o índice mostra é que a tabela em reais precisa acompanhar o câmbio nas duas direções. Quando o dólar cai e o preço não cai junto, a diferença fica com a empresa", afirma Rodrigo Lopes, fundador da VoaSim.
Quem paga em dólar sentiu a alta na hora
Para quem compra de empresas que cobram em dólar, como Airalo e America Chip, o efeito foi o inverso: o preço em reais acompanhou o câmbio no mesmo dia. O plano de 10 dias da Airalo para os Estados Unidos, US$ 34, saía por R$ 177,28 em 24 de outubro e por R$ 193,57 em 27 de outubro, já com o IOF de 3,5%, uma diferença de R$ 16 em três dias sem que a empresa mudasse o preço.
A Nomad, que também vende em reais, fez o ajuste em bloco: 75 planos em 11 de outubro, 79 em 18 de outubro e 89 em 1º de novembro, este último com alta média de 7%, acompanhando a subida do dólar.
A própria VoaSim, que vende em reais, aparece no histórico com mudanças frequentes por causa das promoções diárias; tudo fica registrado na página de mudanças do índice, com data, valor anterior e novo.
"Um índice que só mostra a gente ganhando não serve para ninguém. Publicamos o preço de todo mundo, inclusive o nosso, todo dia, com a planilha aberta. Quem achar um erro pode pedir correção", diz Lopes.
O que o viajante pode fazer
- Comparar o preço final em reais, com IOF, no dia da compra. O índice faz essa conta para 40 destinos e seis durações.
- Se o dólar caiu e o preço em reais não caiu, conferir o preço em dólar da mesma empresa: às vezes compensa pagar na outra moeda.
- Guardar o comprovante em reais. Empresas brasileiras emitem nota fiscal; estrangeiras cobram no cartão como compra internacional.
A metodologia do índice (metodologia do índice) e os dados em CSV são públicos. As empresas citadas podem pedir correção pelo e-mail contato@voasim.com.br.
Fontes
- Índice VoaSim do eSIM: coletas diárias de 25/09 a 01/11/2026 e histórico de mudanças de preço
- Planilha aberta do índice (CSV)
- Banco Central do Brasil: cotação PTAX do dólar (API Olinda)
As empresas citadas podem pedir correção pelo e-mail contato@voasim.com.br. Este conteúdo pode ser reproduzido citando a fonte (VoaSim, com link para esta página).
A VoaSim é uma empresa brasileira de eSIM para viagem (VOASIM LTDA, CNPJ 59.664.812/0001-84), fundada em 26/02/2025 em Maringá (PR) por Rodrigo Lopes, do grupo Acelera 10X. Vende internet 100% ilimitada para mais de 130 países, com pagamento em reais, nota fiscal e suporte humano 24h em português pelo WhatsApp. Mantém o Índice VoaSim do eSIM, comparativo diário e público de preços de internet para viagem, com metodologia aberta. Contato para imprensa: contato@voasim.com.br.